- A viagem começou
domingo, 19 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
imaginação, para que te quero
Presa ás minhas próprias regras
Dizia ela, com as mão no rosto
Nuvens pairam na cabeças atestadas de cores surreais
Dizem ver o que o futuro lhes promete
Vêem de olhos fechados
Vêem com os ouvidos e ouvem com a língua
Quanta igual a esta pode destruir
um castelo de gomas?
Uma ponte de chocolate
e uma porta de madeira velha?
Estás a levar-me para o futuro irreal
A ideia que não existe
a não ser quando as nuvens pairam na minha cabeça
Creio que não quero que vás
Mas não quero que fiques a alimentar-te de mim
assim, com tanta força
com esse moinho a transformar a minha fraqueza na tua energia
Vai ou fica,
nem eu sei o que quero.
Ilusão ou criação.
Quem és tu, unicórnio cinzento?
- Joana Martins
uma tarde quente de verão e uma limonada. aah e um gravador de cassetes
O que eu gostava e não sou
Gostava gostava gostava
Pensava que podia mas nao posso
Era apenas uma cassete a gravar
e eu sentada numa poltrona a beber uma laranjada
Era verão e estávamos em 76
Se queria alguma coisa
era sair com um peixe
com barbatanas e bigodes
um charuto na boca e um chapéu á cowboy
Mas peixes desses não são para minha rede
pobre pequena abelha
mal batia as asas para voar desmoralizava logo com a realidade
Continuava a pensar
Mas desta vez podia aparecer uma raia dançarina,
sim era esse o meu sonho
Até que acordei com a agua do grande mergulho de um unicórnio
Eu sabia que podia desejar muito enquanto dormia
mas nem me apercebia que vivia num misto de sonho com realidade
Porque tinha um unicórnio lindo a olhar para mim dentro da piscina
e era para sempre o meu unicórnio mágico
- Joana Martins
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
O fantasma do monstro
Quero que me vejas,
Com as mãos fechadas,
quero te na minha mira, cara a cara.
Sem vícios, crus, nus,
quero-os os dois corpos frente a frente.
Os lábios destes dois
seres concebidos pelo vinco do que é certo e errado,
Fazem mimicas,
Dizem segredos, promessas
de incertezas.
Moldados ao que dizem
certo,
Enganam se, ou talvez
não.
Proibidos dos seus
objectivos de animais,
Proibidos de ser,
Proibidos de um dia vir a
querer,
Proibidos de questionar o
que se pensa de ser a realidade.
Quem és tu que me
prendes?
Quem és tu que dizes que
não é certo?
Sem vícios, crus, nus,
estamos os dois frente a frente,
Somos maquinas criadas
por seres com coração,
Destruídos pela
sociedade.
Iremos resistir hoje e
amanha,
Com o peito aberto estes
dois corpos se fundiram,
Era a razão e o erro.
Nasce uma nova criatura,
Bem-vinda ao mundo que
não te pertence.
- Joana Martins
domingo, 29 de setembro de 2013
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