Uma porta dividida abre-se
Entro, como se de um fim se tratasse
Três paragens e meia
Faíscas invadem os olhares famintos de seres lunáticos,
Daqueles que querem ver de mais
Haveria tempo para pensar
Estaria a minha missão completa
Um choque de reanimação na caixa negra
Declarava agora morte ás Palavras
Dizendo: “Minhas entes queridas, apaixonas e controversas
Tenho a dizer que a vossa viagem chegou ao fim”
Sai pela porta como se tivesse asas
O início foi marcado com um cartão
Iria deixar claro que as iria torturar com quatro cordas
Que marcaria o ardem com peles
E que as embalava com seis tons
Apagando o que restava de um cigarro
Disse, desta vez, sem medos
Que era o fim da soberania
- Joana Martins
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